terça-feira, 16 de setembro de 2008
NOTÍCIAS DO FRONT
Estamos no Rio Grande do Sul,
terra de guerreiros,
terra de fronteira.
Tivemos nosso 1º ensaio na Usina do Gasômetro,
onde nos apresentamos com Cacilda!, em 1999.
Lugar maravilhoso, à beira do Guaíba e…
com acústica péssima,
com o som reverberando por todas as possibilidades de seu enorme pé direito.
Apanhamos bastante.
Foi muito difícil ficar num estado ativo,
de atuação permanente,
pois era muito difícil ouvir o que acontecia em cena.
A "coisa" não pegou,
não arrebatou.
A expectativa de atuar pro público daqui é enorme.
Cacilda! e Boca de Ouro aconteceram aqui maravilhosamente.
Público exigente e generoso.
O festival sempre deu pro teatro o status de arte estrela,
não subordinado.
Amanhã precisamos mexer profundamente no espaço,
pra que o som não se perca.
O produtor do festival responsável por nós, Danyel,
garantiu que outras equipes,
que estavam envolvidas em outros espetáculos,
amanhã vão participar da força tarefa.
E nós, com essas adversidades sonoras,
vamos ter que ativar ouvidos de cachorros,
ampliar a escuta externa
e de cada coração
pra faiscar eletricidade.
Ardor!
terra de guerreiros,
terra de fronteira.
Tivemos nosso 1º ensaio na Usina do Gasômetro,
onde nos apresentamos com Cacilda!, em 1999.
Lugar maravilhoso, à beira do Guaíba e…
com acústica péssima,
com o som reverberando por todas as possibilidades de seu enorme pé direito.
Apanhamos bastante.
Foi muito difícil ficar num estado ativo,
de atuação permanente,
pois era muito difícil ouvir o que acontecia em cena.
A "coisa" não pegou,
não arrebatou.
A expectativa de atuar pro público daqui é enorme.
Cacilda! e Boca de Ouro aconteceram aqui maravilhosamente.
Público exigente e generoso.
O festival sempre deu pro teatro o status de arte estrela,
não subordinado.
Amanhã precisamos mexer profundamente no espaço,
pra que o som não se perca.
O produtor do festival responsável por nós, Danyel,
garantiu que outras equipes,
que estavam envolvidas em outros espetáculos,
amanhã vão participar da força tarefa.
E nós, com essas adversidades sonoras,
vamos ter que ativar ouvidos de cachorros,
ampliar a escuta externa
e de cada coração
pra faiscar eletricidade.
Ardor!
domingo, 14 de setembro de 2008
Delírios dos superobjetivos e os séculos de couraças coletivas
Ontem terminamos a primeira fase de ensaios técnicos pré-Porto Alegre.
Os Bandidos é um trabalho de terreiro eletrônico.
Com necessidade de todos,
todos os presentes no espaço, estarem plugados pela COISA.
Estamos com mais equipamentos
e a peça pede uma protagonização da tecnologia.
Vídeo som e luz são personagens atuantes,
elementos presentes como jogadores em posição chave.
Mas a liga é realizada pelo roteiro e pelas re–significações que Schiller exige.
Nos ensaios apareceram impasses
que são fruto das couraças de nosso inconsciente.
Como iluminar uma cena em que o Bando de Bandidos está presente?
Eles ficam com menos luz do que os “protagonistas”?
Focar em quem está falando?
Quem não tem texto não age?
É claro que existem situações cênicas,
em que precisamos destacar determinadas ações de alguns personagens,
e que por isso, outros, nesses momentos, ficam no escuro…
E nosso material de divulgação como programas, folders, flyers…
Que imagens devem ter destaque?
Novamente vem a pergunta: devemos focar mais nos “protagonistas”?
Quem são os protagonistas?
A peça também trata dessa questão:
os holofotes da mídia estão voltados pra celebridades,
que na maior parte do tempo não atuam coralmente com as multidões.
Multidões não agem.
Multidões consomem.
Consomem não só produtos das mais diversas categorias,
mas também comportamento,
consciência,
atitudes,
morais…
Que fazer?
Como atuar artísticamente?
Ontem demos uma entrevista pra Folha de São Paulo sobre esse trabalho.
Era uma coletiva ao inverso:
um jornalista
um coro de entrevistados.
Ele perguntou porque fazer essa peça no cinquentenário do Oficina.
A resposta deve ser dada por cada atuador presente no ensaio,
e ela pode mudar a cada descoberta nesse processo.
Todos podem pensar sobre isso, independente da função, idade, experiência…
Novamente a pergunta: quem são os protagonistas do trabalho?
Estamos divididos em castas?
Quem está embaixo ou em cima da pirâmide?
Tá na hora de acordar, e se auto-coroar.
É preciso estar ligado!
Os Bandidos é um trabalho de terreiro eletrônico.
Com necessidade de todos,
todos os presentes no espaço, estarem plugados pela COISA.
Estamos com mais equipamentos
e a peça pede uma protagonização da tecnologia.
Vídeo som e luz são personagens atuantes,
elementos presentes como jogadores em posição chave.
Mas a liga é realizada pelo roteiro e pelas re–significações que Schiller exige.
Nos ensaios apareceram impasses
que são fruto das couraças de nosso inconsciente.
Como iluminar uma cena em que o Bando de Bandidos está presente?
Eles ficam com menos luz do que os “protagonistas”?
Focar em quem está falando?
Quem não tem texto não age?
É claro que existem situações cênicas,
em que precisamos destacar determinadas ações de alguns personagens,
e que por isso, outros, nesses momentos, ficam no escuro…
E nosso material de divulgação como programas, folders, flyers…
Que imagens devem ter destaque?
Novamente vem a pergunta: devemos focar mais nos “protagonistas”?
Quem são os protagonistas?
A peça também trata dessa questão:
os holofotes da mídia estão voltados pra celebridades,
que na maior parte do tempo não atuam coralmente com as multidões.
Multidões não agem.
Multidões consomem.
Consomem não só produtos das mais diversas categorias,
mas também comportamento,
consciência,
atitudes,
morais…
Que fazer?
Como atuar artísticamente?
Ontem demos uma entrevista pra Folha de São Paulo sobre esse trabalho.
Era uma coletiva ao inverso:
um jornalista
um coro de entrevistados.
Ele perguntou porque fazer essa peça no cinquentenário do Oficina.
A resposta deve ser dada por cada atuador presente no ensaio,
e ela pode mudar a cada descoberta nesse processo.
Todos podem pensar sobre isso, independente da função, idade, experiência…
Novamente a pergunta: quem são os protagonistas do trabalho?
Estamos divididos em castas?
Quem está embaixo ou em cima da pirâmide?
Tá na hora de acordar, e se auto-coroar.
É preciso estar ligado!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Damian cheirando pó
Descobri este vídeo no YouTube.
Damian cheirando cocaína num tubo de aerosol!
Muito bom! Dêem uma olhada:
Damian cheirando cocaína num tubo de aerosol!
Muito bom! Dêem uma olhada:
terça-feira, 9 de setembro de 2008
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