sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O maior crime é a arte


O maior crime é a arte
e a maior arte
o maior crime
arte na revolução

e ela não precisa de comandantes


aqui estão os links de um documentário sobre Fela Kuti e a Nigéria
música e política
está no youtube, em 6 partes e chama…

A MÚSICA É A ARMA

tem comparsaria com nosso STRUME UND MANGUE


http://br.youtube.com/watch?v=oMqUpODyBk8&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=V0Zv-FtodZA&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=p0_zozQsAeE&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=fSMPxL98xYg&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=IKndra7s69w&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=orLMLzccyTY&feature=related

ARDOR

ABAIXO ASSINADO

Colocamos nosso abaixo assinado,
que já tinha sido postado aqui,
de uma maneira mais fácil de localizar por todos,
e até por quem não frequenta esse blog.
O link está ao lado,
com os outros,
e quem já assinou aqui
e puder assinar outra vez lá,
pra unificarmos as listas vai ser ótimo.
É até mais simples que postar comentários,
que aliás estão sendo ótimos
e são sempre desejados com ardor.
Merda
Ouro
Ardor

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

deutscher tourist

Ser o Silvio Santos

Os Bandidos. Schiller, Zé Celso. Ardor e amor. Um espetáculo onde Silvio Santos e Uzyna Uzona se misturam. Viram rimas. Teatro e Novela (seria tão mais fácil e -cult -se fosse cinema) num mesmo terreiro, opa, num mesmo espaço. Um desafio praticamente impossível. Encarei o vídeo. A peça está feita. Estreiamos. Lindo. Porem continuo nesse desafio. Sou ainda a estranha no ninho. Olhares desconfiados. É sempre tão difícil. Silvio encanta com o poder da comunicação. Da massa. Ele tem a TV que propaga esse eco. Tecnologia. Ele se coloca como Deus numa propaganda. Talvez o seja. Ele é amado nas ruas. Me confundo entre os dois mundos. Meu coração clama, aclama para descobrir esse segredo. Como levar esse público ao teatro? Como AMPLIFICAR esse ardor? Como fazer um teatro estádio para levar multidões? FUTEBOLIZAR. FUTEBOLIZAR. GOL. Trazer esse Silvio Santos que esta em cada um? Talvez. O teatro é o templo. Um lugar sagrado. O Oficina então…. Uma cortina separa o mundo real do mundo teatral. Zé quebrou as cortinas desde de sempre e agora as traz de volta como metáfora . Subtexto? Mais confusão. Zé também sempre fez questão de tecnologia. Da imagem. Da divulgação. Mas não há transmissão. Silvio usa tudo isso pra falar com o povão. Sinto que há espaço para 2 mundos. Num mesmo lugar. Num mesmo quarteirão. Temos que unir. Nos unir. Tem que acontecer DOAÇÃO. Desapego. A intelectualidade e a sacralidade nos afasta daquele que vê em Silvio Santos seu Deus. E que assina o shopping. Que acredita nesse mundo melhor. Num Baú onde haja a FELICIDADE. Nos afasta do próprio vizinho que assiste a novela real das 8.
MEU DEUS, essa nossa novela só tem sentido se for encarada como novela da nossa cidade.

Ainda não experimentei a alegria absoluta.

E por que não?
Lutar por IBOPE.
Mudar o roteiro. Se necessário. O vilão se torna mocinho e o mocinho vira o ladrão. Por que não? É tudo ficção. Quanto mais mergulho, mais me afasto. E longe, mais perto estou. Meu coração é parte desse enredo. Me sinto Diadorim. Quase me afogo. A hora é agora. Tem que ser agora. Nós, do teatro. Nós da televisão. Nós da Globo. Do SBT. Nós. Hora de nos entregarmos sem medo para o OUTRO. Hora de parar com bairrismos. Ismos. Ismos. O Oficina abre as portas, e fica lá só quem se fecha. MUROS MUROS MUROS MUROS Acho que o muro tem que começar a ser derrubado. Começar por dentro. Vamos construir essa ponte. Que se inicie já essa obra. Do centro da PISTA ao ANHAGABAÚ de cada um. Sabemos disso. Tento um encontro com Silvio Santos. Vou conseguir. Veja bem, esse texto não é uma prece ao Deus de ninguém. Nem Ao Zé Deus. Nem Ao Silvio Deus. Tu é Ele! Que é um outro: Aquele É um grito. Uma pergunta. Na prática o teatro tem que ser um espaço de todos e não só em atas e burocracia. Um movimento popular. Um SBT. Abram as portas. TODOS NÓS. Todos VCS. Um movimento contra elite. Elite de qualquer coisa. Contra TODO E QUALQUER PRECONCEITO. PERMITA A NOSSA ENTRADA, EM TODOS LUGARES. VCS e Nós. Sentem-se. Em qualquer cadeira. Ou no chão. Nos recebam com amor e verdade, sem rancor.
HATE GROUPS. HATE GROUPS.
Lugar de Bandido é na CRUZ.

GRITA. ESCANCARA.

Ardor!
elaine

terça-feira, 7 de outubro de 2008

EM CARTAZ

Preço promocional na sexta, R$10,00 e morador do Bexiga paga R$5,00 em qualquer dia apresentando comprovante de residência.

ARDOR

Schiller morreu em 9 de maio de 1805.
Autópsia:
O pulmão estava gangrenos, pastoso e completamente desmanchado;
O coração carecia de substância muscular;
A vesícula biliar e o baço eram desmesuradamente grandes;
Os rins estavam dissolvidos em seu tecido específico e se apresentavam completamente entupidos;
O médico de cabeceira do Duque de Weimar, analisando o resultado da autópsia disse ser admirável que um pobre homem pudesse seguir vivendo nessas circunstâncias.
Schiller afirmou que o espírito constrói o corpo.
Seu entusiasmo criador o manteve com vida além do limite de degeneração do corpo.
Só por seu espírito infinito pode se explicar porque pôde viver tanto tempo.
Com o resultado da autopsia podemos formular uma primeira definição do idealismo de Schiller: o idealismo atua quando alguém,
animado pela força do entusiasmo,
segue vivendo, apesar do corpo não permitir.

O idealismo é o triunfo de uma vontade iluminada e clara.
Pra Schiller a vontade era o órgão da liberdade.

Na sua função de poeta,
ele gostava de situar-se numa altiplanura,
onde o poder da palavra
responde em igualdade de condições
à palavra do poder.


Esse é um trecho da biografia de Schiller, feita por Rüdiger Safranski.
O livro se chama: Schiller, ou a invenção do idealismo alemão.

Fazendo essa peça, nosso desafio é fazer pulsar o amor
o ardor
por todos os minutos das 5 horas de peça.

Deixar o entusiasmo criador
manter a chama da vida acesa
e superar todas as dificuldades que o corpo enfrenta.

Fazer ardor produzir calor.
Calor produzir ardor!

Tivemos 3 espetáculos quentes em Porto Alegre,
com o público atento,
reagindo
e disposto a dar sua emoção naquela hora,
naquele lugar, sem pensar só com a cabeça.
Era muito estimulante a contracenação, com as respostas imediatas.
Alguma coisa nós, atores e público ali presente, sacamos:
o idealismo de Schiller,
o ardor,
a opção pela poesia,
e o desvendamento dessa força criadora,
era pra ser partilhado por todos, e isso criou uma atitude não passiva da platéia.

Infelizmente nós vivemos sob o império decadente do terror,
não vivemos sob as inquietações corpóreas do espírito do ardor.
Da bandeira brasileira foi cortado o amor.
E pra revelar Schiller é preciso ser mais que ator.

Então essa experiência de fazer essa peça,
de ligar as raízes e atenas
pra sermos guiados pela tempestade do ardor irresistível,
e contagiarmos esse estado de atuação,
não faz sentido se vira uma obra pra ser vista passivamente.

Está difícil aqui em São Paulo.
Ainda não conseguimos contagiar,
e o público ainda não teve a sede grande de nos contagiar também.

Vamos tocar nesse tabú.

Nós precisamos abrir e contracenar mais com o público, sim,
e não só os atores,
mas a luz também pode colocar mais a platéia em cena,
a sonoplastia pode baixar o volume, pra que o público se escute…
Mas o público paulista também pode colaborar um pouco mais.
E não estou falando de indivíduos,
que podem ter gostado,
se emocionado com a peça,
e podem agora estar se ofendendo com o que estou escrevendo…
Estou chamando trans-públicos
que podem surgir dispostos a revelar o que estão sentindo naquele momento,
nos contagiar com essas sensações
e contagiar os outros do público também.

É como uma festa.
Tem o anfitrião,
ou vários,
que vão arrumar a casa,
oferecer comidas,
bebidas – até cobrar por elas se for o caso,
escolher a música,
ou deixar os instrumentos à disposição dos inspirados…
Mas se os convidados não forem com a disposição de fazer a festa acontecer,
de fazer baixar as entidades e liberar o terreiro pra catarse,
a festa vai ser muito chata.

Ou, de novo, como futebol.
A torcida faz diferença.
Viver cada lance do gramado junto,
liberar o coração pra se emocionar com gols,
ou com as bolas na trave,
ou ligar um jogador desligado, mesmo com vaias,
mas deixar fervendo aqueles 90 minutos.

Por que o público das nossas apresentações aqui
ainda não nos chamaram ardorosamente na chincha?

Agora estamos sendo explícitos: no começo da peça pedimos pra todo mundo reagir.

Reagir! Estar vivo!

Não precisa pensar tanto,
catarse vem de choques galvânicos,
de contágios
onde não interessa na maior parte das vezes
nossa opinião sobre o acontecimento.

Tem muitas cenas nos Bandidos que nós puxamos aplausos.
Mas esses aplausos fazem parte da dramaturgia.
Não estamos naquele momento pedindo a aprovação da cena com palmas.

Quando o patriarca levanta da cadeira de rodas,
os aplausos não são pra cena bem feita dos atores naquele momento,
são pro milagre de sair andando,
quem estava imobilizado.
Isso se chama imaginação.
O mesmo trabalho que nós atores temos que realizar,
de imaginar as coisas,
de projetar em nós e nos outros as situações,
estamos pedindo pra platéia fazer.

Tem uma cena em o Bandido Gira está na praça da Sé,
cercado pela polícia, com um Capitão Pastor de refém.
Nesse momento hate groups estão na praça,
pedindo a crucificação do bandido.
Eles repetem e pedem pro público repetir: lugar de bandido é na cruz!!!!
É claro que isso é uma coisa muito barra pesada de se dizer em locais públicos,
como um teatro.
Eu não concordo com essa frase,
e acho que os atores que fazem os Hate Groups também não…
Mas é importante pra cena
(a do teatro e a que acontece de verdade!!!)
que o público se coloque no lugar dos Hate Groups,
que grite junto,
que repita essa insanidade
até descobrir que é uma insanidade,
ou descobrir o que a viagem de cada um possibilitar
e até criar outra frase que antagonize com essa!!?

Mas a descoberta pode ser muito mais ardorosa se for feita catárticamente…
A história é super barra pesada,
o drama dos protagonistas
e todo o resto.
Mas com catarse a gente faz a travessia da peça
e sai com ardor,
amor,
humor
pra encarar o dólar que passou dos dois reais,
a bolsa que chegou até -15%…

Pra assinar o abaixo-assinado pró ANHANGABAÚ DA FELICIDADE,
que está num post abaixo,
e poder sair andando depois das 6 horas de Schiller,
ou de um show de música,
ou de Shakespeare,
Nelson Rodrigues,
Teatro da Vertigem,
pelo Bixiga desguetado, sem medo d ser assaltado…

Tudo isso que foi escrito é um convite:
não nos deixem sozinhos.
A peça vai ser quente
se todo mundo esquentar,
não só a gente.
Agora vou assinar ali embaixo.

ARDOR!!!

sábado, 4 de outubro de 2008

Abaixo Assinado pela Construção do AnhangaBaú da Feliz Cidade


Abaixo assinado do povo do Bexiga e outras regiões do Brasil e do Mundo, em apoio à construção no entorno tombado do Teatro Oficina, juntamente com Silvio Santos, os Poderes Públicos, Privados, e todo Povo de São Paulo, do "AnhangaBaú da Feliz Cidade", proposto pelo Teat(r)o Oficina, um dos mais importantes teatros do mundo contemporâneo, que este ano completa seu meio século de existência.

A construção do AnhangaBaú da Feliz Cidade é uma proposta social, cultural, educacional, artística, inspirada no prazer de viver e crescer na metrópole de São Paulo, a ser realizada juntamente com Silvio Santos. O próprio nome batizado por um verso do samba do poeta, músico e professor José Miguel Wisnik revela esse desejo de que uma luta de 28 anos transforme-se em parceria.

Este ato desencadearia um ciclo inédito de revitalização da área do Bixiga, atraindo novos empreendimentos e público, para um bairro conhecido por seus teatros, cantinas, Escola de Samba Vai Vai, sua boemia, apostando no renascimento do Bairro do Bixiga, agora em decadência ocasionada pelas destruições da especulação imobiliária, que renasceria como umbigo natural de São Paulo: ponto de encontro de todos os guetos pobres ou ricos da cidade.

Com toda sua contribuição para cultura brasileira, até hoje, a população do Bexiga não possui praças, áreas verdes para descontração, meditação, cultura, educação e cultivo do corpo, mente, e alimentação, que poderiam vir a existir com a construção deste lugar sem grades, sem a tirania dos cifrões para entrar.

Em que consiste o projeto:

- uma Universidade Antropófaga, inspirada num antigo morador deste bairro: o grande poeta modernista e antropófago: Oswald de Andrade, que formaria não somente atores para o teatro, cinema ou TV, mas atuadores na sociedade nas zonas de conflito, áreas de risco, formados na experiência do estudo e contato com os pontos tabus, que impedem nossa evolução democrática para liberdade, incorporando o ensino com crianças, adultos, através de experiências artísticas, filosóficas, científicas, mergulhando nos temas tabus, evitados pela educação do péssimo padrão de hoje.

- um Teatro de Estádio para mais de cinco mil pessoas, aonde serão encenadas peças de toda a dramaturgia mundial alternando-se, misturando-se Companhias de todas as procedências, onde serão realizados grandes Festivais de Teatro Nacionais e Internacionais: "As Dionisíacas"

- uma Área Verde : uma Oficina de Florestas, expandido-se por todo Bairro.

- uma Ágora do Bexiga, praça pública, em torno e sob o Minhocão, espaço de convivência, diversão, prazer,  com alimentação aproveitando-se o sacolão, música ao vivo e performances, mas principalmente local de encontro dos habitantes do bairro e de toda a cidade misturando-se para conversarem sobre seus problemas, soluções e principalmente sobre seus sonhos. Do outro lado do Minhocão, em dois terrenos,  seria criada a Torre da Memória do Teatro Paulista e Brasileiro e a administração do AnhangaBaú da Feliz Cidade.

A construção desse complexo cultural tem por objetivo aumentar as áreas de prazer, diversão, e recuperar as já existentes, mas sobretudo permitir a ascenção da cultura desse povo do bairro, que em vez de expulso, será a base da criação e transformação da região. A era das grades, da violência e da criação em cativeiro, não será superada com as fortalezas dos Shoppings e Condomínios. O mundo em plena transformação com a queda do Império pede a criação de espaços públicos para todas as classe sociais, onde a cultura, a educação e a diversão não serão exclusivamente sinônimo de compra e venda, mas fator de crescimento, capacitação e poder humano.

Por essas razões, e muitas outras, nós abaixo assinados apoiamos a iniciativa de construção do Anhangabaú da Feliz Cidade no bairro do Bexiga

Para assinatura deixar o nome no comentário e assinar o abaixo-assinado no site do Oficina

Teatro Oficina Uzyna Uzona


Abaixo assinado em apoio a construção do shoping Silvio Santos está rodando pelo Bexiga e tem mais de 3000 assinaturas.

Texto do grupo Silvio Santos já com 3 mil assinaturas

Abaixo assinado da população da Bela Vista em apoio à construção do Sh. Cultural do Grupo SS

A construção de um shopping com uma proposta cultural desencadearia um novo ciclo de revitalização da área da Bela Vista, atraindo novos empreendimentos e público para um bairro conhecido por seus teatros, mas que está em decadência.

Além disso, a população da BV não possui áreas de lazer, diversão, cinemas, praças de alimentação, que poderiam ser asseguradas com a construção do shopping. O novo shopping traria para a população mais empregos e um centro de entretenimento e serviços seguro, motivando os moradores a permanecerem no bairro e fraquentar seus arredores.

Por essa razão, nós aabaixo assinados apoiamos a iniciativa de construção de o Grupo SS construir um shopping cultural no bairro

OS BANDIDOS no SPTV

 
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